A inércia é inimiga da criatividade

Ouvimos por aí, diariamente, notícias a respeito de pessoas que inventaram coisas muito interessantes e que por ironia do destino estávamos a um passo de criar. Aí é inevitável aquele comentário lamentando não ter realizado antes o feito. Mais comum ainda é quando alguém cria ou desenvolve algo tão simples e óbvio que talvez nunca tinhamos pensado em fazer.

O que faz com que essas pessoas consigam chegar lá? Consigam inventar algo relativamente simples que lhes traga fama ou dinheiro? Será que foi muito estudo? Será que foi pura sorte ou o destino que lhes concedeu um lugar ao sol?

Algum exemplos como o inventor da Havaianas, da garrafa de água ou do velcro parecem ter sido sorteados nesse mundo por levarem a tanta gente coisas que consideradas simples e cotidianas.

Uma possível resposta pode estar também igualmente tão obvia e próxima a você. A curiosidade aliada ao espírito de criação, de invenção, ao longo dos anos torna as pessoas mais sensíveis às oportunidades. A inércia, ao contrário, faz-no viver sem ter de fato vivido e passamos por este mundo apenas para servir e cumprir um roteiro padrão, default.

É a mesma história da maçã que caiu na cabeça do Newton e ele não ficou parado lá sem ligar para aquilo, ao contrário, acostumado a pensar e pensar pôde então elaborar as suas leis e revolucionar o mundo.

É preciso treino e treino diário. É preciso buscar respostas às coisas mais simples quando elas estão acontecendo e não quando já se foram e é preciso buscar o novo, porque a maçã já caiu e alguém estava lá reparando nisso.

Outras maçãs caem todos os dias e precisamos estar atentos para não deixarmos de percebê-las. Senão você corre o risco de ser igual a um passageiro que dorme em um ônibus passando por todos os pontos sem saber o que tinha em cada um deles, inclusive naquele em que ele iria descer.

Não se esqueça que um empreendedor não é um ser inerte.